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sábado, 2 de novembro de 2013

Autismo

Manuais para as famílias


Manuais e cartilhas disponíveis para Download no site: http://www.autismoerealidade.org/

      - Inclusão de Autistas na escola: Cartilha A&R
      - De Volta à Escola para Crianças com Autismo
      - Preparando-se para a Escola
      - Programa de Educação Individualizada (PEI)
      - Sobre o Kit de Ferramentas da Autism Speaks para a Comunidade Escolar
      - Manual para as Famílias – Versão 2.0
      - Manual Transição para a Vida Adulta
      - Manual para Síndrome de Asperger
      - Manual para as Escolas
      - Guia de Treinamento para os Cuidados com os Dentes
      - Guia de Treinamento para Corte de Cabelo
      - Manual Treinamento para Usar o Banheiro
      - Estratégias para Melhorar o Sono de Crianças com Transtornos do Espectro do Autismo
    - Estratégias a serem usadas em casa

domingo, 13 de outubro de 2013

Adaptação de livro infantil para aluno com deficiência visual

A professora de Educação infantil e ensino fundamental Camila Pereira da rede municipal de ensino da  Prefeitura de São Paulo adaptou o livro "A joaninha que perdeu as pintinhas" com toda sua classe de educação infantil, para que um aluno com deficiência visual pudesse participar da leitura da história. O livro conta com o texto em português escrito e em Braile, além de ter sido ilustrado com diferentes tipos de materiais que pudessem propiciar diversas experiências sensoriais a todos os alunos.





















sexta-feira, 30 de agosto de 2013

O que é o autismo?

O autismo, também chamado de Transtorno do Espectro Autista, é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD) que tem influência genética e é causado por defeitos em partes do cérebro, como o cerebelo, por exemplo.Caracteriza-se por dificuldades significativas na comunicação e na interação social, além de alterações de comportamento, expressas principalmente na repetição de movimentos, como balançar o corpo, rodar uma caneta, apegar-se a objetos ou enfileirá-los de maneira estereotipada. Todas essas alterações costumam aparecer antes mesmo dos 3 anos de idade, em sua maioria, em crianças do sexo masculino.Para o autista, o relacionamento com outras pessoas costuma não despertar interesse. O contato visual com o outro é ausente ou pouco frequente e a fala, usada com dificuldade. Algumas frases podem ser constantemente repetidas e a comunicação acaba se dando, principalmente, por gestos. Por isso, evita-se o contato físico no relacionamento com o autista - já que o mundo, para ele, parece ameaçador. Insistir neste tipo de contato ou promover mudanças bruscas na rotina dessas crianças pode desencadear crises de agressividade.Para minimizar essa dificuldade de convívio social, vale criar situações de interação. Respeite o limite da criança autista, seja claro nos enunciados, amplie o tempo para que ele realize as atividades propostas e sempre comunique mudanças na rotina antecipadamente. A paciência para lidar com essas crianças é fundamental, já que pelo menos 50% dos autistas apresentam graus variáveis de deficiência intelectual. Alguns, ao contrário, apresentam alto desempenho e desenvolvem habilidades específicas - como ter muita facilidade para memorizar números ou deter um conhecimento muito específico sobre informática, por exemplo. Descobrir e explorar as 'eficiências' do autista é um bom caminho para o seu desenvolvimento.

O que é a Síndrome de Asperger?


A Síndrome de Asperger é um Transtorno Global do Desenvolvimento (TGD), resultante de uma desordem genética, e que apresenta muitas semelhanças com relação ao autismo.
Ao contrário do que ocorre no autismo, contudo, crianças com Asperger não apresentam grandes atrasos no desenvolvimento da fala e nem sofrem com comprometimento cognitivo grave. Esses alunos costumam escolher temas de interesse, que podem ser únicos por longos períodos de tempo - quando gostam do tema "dinossauros", por exemplo, falam repetidamente nesse assunto. Habilidades incomuns, como memorização de sequências matemáticas ou de mapas, são bastante presentes em pessoas com essa síndrome.
Na infância, essas crianças apresentam déficits no desenvolvimento motor e podem ter dificuldades para segurar o lápis para escrever. Estruturam seu pensamento de forma bastante concreta e não conseguem interpretar metáforas e ironias - o que interfere no processo de comunicação. Além disso, não sabem como usar os movimentos corporais e os gestos na comunicação não-verbal e se apegam a rituais, tendo dificuldades para realizar atividades que fogem à rotina.
Como lidar com a Síndrome de Asperger na escola?As recomendações são semelhantes às do autismo. Respeite o tempo de aprendizagem do aluno e estimule a comunicação com os colegas. Converse com ele de maneira clara e objetiva e apresente as atividades visualmente, para evitar ruídos na compreensão do que deve ser feito.
Também é aconselhável explorar os temas de interesse do aluno para abordar novos assuntos, ligados às expectativas de aprendizagem. Se ele tem uma coleção de carrinhos, por exemplo, utilize-a para introduzir o sistema de numeração. Ações que escapam à rotina devem ser comunicadas antecipadamente.

Retirado do site, http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/sindrome-asperger-625099.shtml. Acessado em 08 de junho de 2013.

Recursos metodológicos em fotos




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Recurso de tecnologia assistiva - Alfabetização - Deficiência intelectual




RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA
AEE e Deficiência Física
5ª Atividade


Conceito de tecnologia assistiva.
A Tecnologia Assistiva, segundo Bersch (2006, p.2),”deve ser entendida como um auxilio que promoverá a ampliação de uma habilidade funcional deficitária ou possibilitará a realização da função desejada e que se encontra impedida por circunstância de deficiência”.
“Tecnologia assistiva são recursos e serviços que visam facilitar o desenvolvimento de atividades diárias por pessoas com deficiência. Procuram aumentar as capacidades funcionais e assim promover a independência e a autonomia de quem às utiliza”. (MELO, 2007, p. 94)
Conforme conceito proposto pelo Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República: "Tecnologia Assistiva é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (CAT, Ata da Reunião VII, SDH/PR, 2007). (Wikipédia, 20013).
Após pesquisar e compreender o que são recursos de Tecnologia Assistiva optei em apresentar para os meus colegas de trabalho e estudo, este material de baixa tecnologias que estou utilizando no Atendimento Educacional Especializado na sala de recursos com os meus alunos.
São, blocos de encaixe, nos quais fui colando letras e gravuras para facilitar a escrita das primeiras palavras, para alunos no início do processo de alfabetização. Alunos com necessidades educacionais especiais de ordem física com comprometimento motor, sensorial e também psicológico. É para aprender brincando e eliminar barreiras que prejudicam o desenvolvimento do aluno.

Bibliografia
Retirado do site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Tecnologia_assistiva Acessado em: 21 de agosto de 2013.
Schimer, Carolina R. [et l.]. Deficiência Física – São Paulo: MEC?SEESP, 2007. 130 p. (Atendimento educacional especializado)

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Entrevista com Dr. Zan Mustacchi


Oi, gente!
Esta semana o tema é Síndrome de Down. O programa estava emocionante. Obrigada a todos que participaram das gravações e parabéns pelos exemplos de amor, iniciativa e superação. É um privilégio poder contar com pessoas como vocês que, mesmo em momentos de dificuldade, encontram forças para  ajudar a melhorar a vida de outras pessoas na mesma situação,  seja organizando associações, ONGs ou até mesmo vindo até a mídia falar sobre sua história. A experiência de todos é muito importante e o trabalho que vocês desenvolvem também. É por isso que o Papo de Mãe faz questão de divulgá-los e apoiá-los! 
Fiquem agora com a entrevista de Rosângela Santos com o Dr. Zan Mustacchi, pediatra, que atende pacientes com síndrome de down há mais de 30 anos em seu consultório e noHospital Público Infantil Darcy Vargas, em São Paulo.
RS: O que é a síndrome de down? 
ZM: A síndrome de down é um comprometimento genético, definido por excesso de material cromossômico, especificamente do cromossomo de número 21. Clinicamente, o que a caracteriza definitivamente são 3 aspectos: fenótipo (a imagem dele que parece oriental), a hipotonia com comprometimentos ligamentares (ligamentos frouxos, como se as articulações tivessem mais elasticidade) e, por último, o comprometimento intelectual (aquilo que é definido, hoje, pela OMS como deficiência intelectual). Então, esse tripé: fenótipo, hipotonia e comprometimento intelectual é que caracteriza o indivíduo como portador da síndrome de down.
RS: Este tripé pode ser mais acentuado em algumas pessoas e menos em outras?
ZM: Com certeza. Isto a gente chama de “especificidade clínica variada”. Nós podemos ter mais ou menos comprometimento em cada um dos aspectos. Como não são interligados, se um aspecto é muito comprometido, isto não quer dizer que o outro também será. 
RS: De uma maneira geral, como vivem as pessoas que tem a SD hoje no país?
ZM: Nós temos 2 grandes modelos: o primeiro é a faixa etária e o segundo é o sexo. Os homens com SD - como todos nós homens - são mais infantilizados. Então, um garoto de 12, 13 anos ainda é um garotinho. Já a menina, nesta idade, é uma mocinha. Este contexto é mais claro na SD porque os pais tentam mantê-los como uma grande criança permanentemente. Isto é uma grande problemática que nós temos que sanar. Quando é homem então, é mais tratado como criança ainda: “essa é minha criança de 30 anos”. Isso não existe! Por outro lado, com as mulheres, por terem uma capacidade diferente - em geral falam melhor que os homens - não acontece o mesmo. Além disto, o indivíduo com síndrome de down é bem caracterizado dentro do contexto comportamental. Ele é mais inibido, mais protegido, mais cuidado pela sociedade. Curiosamente, as mulheres se viram melhor do que homens, ficam menos doentes...
RS: Ainda existe muito preconceito?
ZM: Óbvio. Não tem nem dúvida. E ele existe por uma desinformação, uma falta de educação, basicamente. A desinformação é uma condição de educação básica, primária. 
RS: Tem muita gente que olha a pessoa com down e sente pena? Isso é frequente?
ZM: Sim. Sente pena do individuo e da família. E isto prejudica o processo de socialização. No momento em que tenho restrições para com alguém, eu deixo de dar oportunidades para ele. Os portadores têm que ser vistos como comuns, mesmo não sendo, mesmo não tendo todas as capacidades. Mas quem vai definir os limites são eles mesmos. Nós temos condições de oferecer a eles tudo. Quem vai restringir são eles mesmos. O grande segredo é fazer justamente isso: dar oportunidade para todos os indivíduos. Só assim eles vão conseguir se diferenciar.
RS: A criança com SD tem que frequentar escola de crianças comuns ou especiais?
ZM: Se o indivíduo conviver com modelos apropriados, a tendência é que ele aprenda coisas melhores. Então, ela precisa se enturmar com pessoas que possam ensiná-la e que haja um equilíbrio nisto: “eu ensino e ele me ensina”. Traduzindo, é essencial a escolaridade regular para qualquer pessoa, tenha ou não comprometimentos.
RS: Esses comprometimentos genéticos decorrentes da SD podem ser corrigidos? Existe tratamento clínico, cirúrgico... até onde vai medicina?
ZM: Vamos considerar uma coisa importante: hoje, a estrutura cromossômica que é a genética, ainda não é mutante dentro da lapidação técnica. Entretanto, efeitos causados por esta alteração cromossômica (quase 99%) são maleáveis e mutáveis. O mais freqüente deles são, por exemplo, é cardiopatia congênita. 50% da população com SD nasce com problema cardíaco e este grupo tem indicação cirúrgica. Mas são operados e são curados. Outro exemplo: eles têm mais chance de ter leucemia, mas quando a doença é diagnosticada prematuramente, a cura é próxima de 100% (enquanto um não down cura em 80% das vezes). Portanto, o down consegue até melhorar a reversão do processo defeituoso as custas da alteração cromossômica. Então, basta oferecer condição de diagnóstico e tratamento oportuno. É por isso que, hoje, existe um envolvimento clínico muito grande, e o Brasil é o segundo país do mundo nisso. Só perdemos para a Espanha. Temos um diferencial muito grande em oferecer atendimento de qualidade para população com SD.
RS: Como é para os pais quando recebem a notícia?
ZM: Ninguém espera um indivíduo com qualquer modelo de comprometimento. A primeira pergunta que é feita pelo casal quando o bebê nasce é se é perfeito. Mas se tem diagnóstico de SD você já pré-conceitua que ele terá comprometimentos intelectuais. O que passa na cabeça dos pais é “o que será dele quando eu não estiver presente?”
RS: O down pode ter vida normal, e a família?
ZM. Sim. Deve ser desta forma. Difícil é atingirmos uma racionalidade social familiar para que isso ocorra. Mas este é hoje o grande objetivo. Eu acho que é um trabalho como um todo: sociedade, família e indivíduo. Existe rejeição? Claro, eu não quero ter filho com problema, quem quer? Num primeiro momento, existe rejeição, isso é natural. Isso não é algo que seja penoso, nem condenável. É natural.
RS: Quais são as características da pessoa com SD?
ZM: Depende da forma pela qual foi tratado. A maior peculiaridade dele é lhe devolver em triplo o que lhe é oferecido. Se você olhar com carinho, ele te beija, te abraça. Se você olhar feio, ele te chuta. Ou gosta, ou não gosta. Ou é amoroso, ou agressivo. Depende de como ele é tratado.
RS: E o mercado de trabalho?
ZM: Eles já estão começando a entrar no mercado de trabalho em alguns lugares. Ainda é pouco, perto do que a gente gostaria, mas vão chegar lá. Além disto, eles namoram, casam, têm filhos...
RS: Como é para o senhor que acompanha estes pacientes há mais de 30 anos?
ZM: O que mais me emociona é perceber que uma mãe, de fato, acredita que ela pode oferecer alguma coisa para o filho dela. Elas vêem que o fazer é dar oportunidade. E dar oportunidade de ver este indivíduo crescer é a coisa mais emocionante que tem. Este indivíduo nasceu de uma situação onde a mãe desacreditava de tudo. E, de repente, ela vê florescer uma vida que ela não acreditava. Então, a mãe, quando tem um bebê com down, tem preconceitos – muitas vezes por coisas até ditas por profissionais, infelizmente ainda não bem habilitados – aí, de repente, ela diz “Zan, ele está sentando, está andando... falou papai, falou mamãe...” Olha, fico arrepiado... Isso é fabuloso! A mãe perceber que seu filho é um indivíduo como os outros, perceber que é uma criança, que é um ser humano... Dê oportunidade e verás o resultado!
RS: E a expectativa de vida aumentou muito?
ZM: Sim. Hoje, meu paciente mais velho tem 74 anos de idade. E o mais velho que tive faleceu com 79 anos! Fui pediatra dele - mas não durante 79 anos... rsrsrsrs


Para saber mais: